Koto (箏) – História - Yatsuhashi Kengyo 八橋 検校
No século XVII (Era Edo), Yatsuhashi Kengyo 八橋 検校 (Kyoto, 1614 - 1685) fundou um estilo independente, o Yatsuhashi Ryu (o Kengyo presente no seu nome é um título dado aos músicos cegos mais graduados). Inicialmente, Yatsuhashi Kengyo era praticante do shamisen, mas passou a aprender o koto com um músico da coorte.
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| Yatsuhashi Kengyo |
Em 1664, foi impresso um livro escrito por Sosan Nakamura, Shichiku Shoshin Shu, onde constam as partituras das principais músicas de Yatsuhashi Kengyo, Rokudan no Shirabe, Hachidan no Shirabe e Midare, executadas até hoje. Isso representou uma ruptura e um marco na história do koto pois esse grande mestre (cego, diga-se de passagem) iniciou o movimento para introdução de músicas solo e aperfeiçoou a parte técnica e vocal das músicas que são tocadas com o koto, sendo Yatsuhashi Kengyo conhecido como o “pai do koto moderno”. Abaixo, vídeos de performances das músicas Midare (みだれ) e Rokudan no Shirabe (六段の調).
Yatsuhashi criou as afinações consideradas atualmente como as mais tradicionais e utilizadas para o koto, o Hira (afinação pentatônica) e o Kumoi, inovando as escalas utilizadas no Gagaku e nas peças de Okinawa, com isso adaptando o instrumento para que as peças fossem tocadas juntamente com o shamisen. Neste mesmo século, houve a popularização do instrumento como acompanhamento de dança e como conjunto formado juntamente com Shakuhachi e Sangen.

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